Bloco de Notas

ou Blog da Golby

Faróis

julho3

Sexta – 17:20

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito…mas porque tantos?
Freia, embragem, primeira. Embreagem segunda. Vermelho.  Embreagem porto morto. Primeira, ponto morto, primeira. Shhhhhhhhh..96,9 a sua rádio….programa….verde, embregagem primeira, embreagem segunda. Freia, ladeira.
- Mas por que tantos?

Rio Branco -AC                        Cruzeiro do Sul-AC

               Várzea Grande-MT                  Rio Branco-AC

Senador Guiomard-AC                                      ´

“Rói da flor da pele ao pó do ossooo, rói do cóccix até o pescoço”.
O que? Passear? Sim, vamos passear, senta, põe o cinto.

Embreagem, primeira. Embreagem segunda.

Sol laranja,cinema, a reta, a curva,  a menina da malha preta. O vale, o pasto, mangueiras da estrada, tesouro, ouro, sol dourado, retrovisão.

Guaxupé-MG                                        Florianópolis-SC

         Porto Velho-RO                            Rio Branco-AC

Vamos pra casa?

Pérolas a todos

julho1

florbela_espanca

Uma célula, uma molécula, matiz cintilante,
manto d’água que desliza, se aconchega,
se esconde acomodada em ostra, madrepérola
Miudinha, redondinha, sal grosso marinho,
de algas, escamas e ossos de peixe
a perolazinha incrustrada na conchinha vai se formando
guardadinha no seu ninho
desde muito tempo, demorado…
E eu aqui só esperando, só esperando
a portinha se abrir pra eu olhar pro olhinho dela, redondindo precioso e sorrindo dizer assim:
- Sai daí perolazinha vem ser colar no meu pescoço!

Pro Ariel,  Ana Cássia, Ana Roberta,  Paulo,  Ane, Cris, Gioconda, Sandro, Cleudson, Sílvio, Marcela, Andréa, Juliana e a todos que surgirem. Pérolas aos meus amores e amigos.

A foto da Florbela Espanca, que inspirou o texto, é só pro Tota.

O olho da bela sobre os feras

junho30

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Quando perguntei pra Débora Mangrich porque começou a fotografar o Los Porongas ela com uma sinceridade que me desarmou, eu que esperava uma resposta glamorosa, disse: – Ah, foi por acaso, pra coluna da Jackie (Pinheiro). Fui lá e fiz muita foto no primeiro dia. Tava tudo combinando: o clima, os meninos, o céu.

Esse foi o primeiro contato de fotógrafa e banda no Show da Hora, há um ano, no Mercado Velho. Ela conta que a partir daí foi tudo “made in paixão”. Pra ela, fotografar o quarteto é tão bom que não parece trabalho. Talvez seja por isso que a catarinense de Florianópolis, que mora desde 2005 em Rio Branco, seguiu ainda o Los Porongas nos palcos do Teatrão e Usina de Arte antes de ser arrebatada pela ideia de montar a exposição que pode ser vista no próximo dia 11 de julho na pizzaria Piola.

A decisão de mostrar o material veio junto com mudanças na vida pessoal e profissional.  Um momento de renovação, definiu. Escolher as 24 fotos não foi fácil e pra isso teve a contribuição especial do colega Sérgio Vale. “Sou muito criteriosa”, diz com um sotaque meio açoriano, meio acreano. As imagens foram impressas em tamanho 30 x 40 em estúdio paulistano e mostram o grupo suando a camisa no palco e bem relaxado nos bastidores como essa abaixo:

los_porongas

Os meninos estarão por lá circulando no dia 11 mas não devem cantar. Isso só vai acontecer no dia 19 de julho no Teatrão. Está quase confirmada a “presença” da exposição de fotos da Débora no hall do Teatrão pra ilustrar a noite. Sem assumir ou sequer sugerir nervosismo pela estreia ela deseja apenas “que eles gostem muito”.

Feminino, aumentativo, plural

junho26

Me perdoem os homens, mas ser mulher é fundamental.  
Nem a vantagem de andar sem camisa nos dias de calor, de mijar em pé, de exibir cabelos brancos, de receber proteção do nascimento à morte,  nada mais me causa inveja. 
Tenho o poder da transformação. É isso o que tenho. Me mimetizar, me integrar, mecanismo naturalmente feminino de adaptação ao ambiente, ao momento, à mudança, à situação. Esse é o trunfo que levamos às costas, peso herdado, leve, leve. Que evapora com lágrima que verte assim, à toa. Nos comerciais de tevê, na voz da cantora, no sonho desfeito.  
Ser mulher assim de uma hora pra outra que se descobre intensa, forte, guerreira, menina, presa, fera, dona da palavra, da ação, do pensamento que nasce, cresce, morre dentro de si mesma e dos outros.
E o melhor de tudo? A liberdade. As mulheres são livres. Andam de mãos dadas, contam segredos, odeiam, brigam, se debatem, gritam, riem, choram, mudam de ideia, lamentam, trocam receitas, se arriscam, correm perigo, se protegem, jogam tudo pro alto, enchem o cabelo, o rosto, as unhas, o corpo de cores, assim de uma hora pra outra.
Falam de si mesmas, falam, falam, provocam.  Silenciam. Amam, amam, amam até cansar e depois e antes disso tudo oram sempre pelas crianças, pelos velhos, pelos rios, pela chuva, pelo mundo inteiro.
E acordam como se tivesse acontecido coisa alguma, para começar tudo de novo, nascendo de novo.

Imagem: detalhe de O nascimento de Vênus (Botticelli)

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