Bloco de Notas

ou Blog da Golby

faces e livros

maio18

Olhando os perfis dos dois moços tão bonitos, tão sozinhos, tão cheios de singularidades, de cumplicidades acadêmicas, tão sentindo falta um do outro, tão iguaizinhos com seus torsos nus apresentados nas fotografias, tenho vontade de juntar os dois em quadrinhos paralelos e não mais listados no grupo de amigos ordenados em ordem alfabética na tal rede social. Queria apenas uni-los e deixar que se amem virtualmente na minha linha do tempo.

A palavra é:

maio17

descansa.

“E sua descendência herdará a terra”

maio10

Para as companheiras Maria Antônia (in memorian, que achou que eu fosse mãe melhor do que me acho) e Izanelda Magalhães (que sugeriu o tema quando eu queria falar de outros assuntos).

 

Há 20 minutos estava descontrolada tentando controlar os dois filhos incontroláveis esta noite. Há 5 minutos os abençoava, pedia desculpas e os beijava. Quem merece uma mãe assim? Eles. Tanto quanto os mereço como filhos. Quantidade, qualidade, de mais, de menos, uma medida que não tem medida nunca porque somos além de instintos e genes. Somos pensamento, emoção, sentimento, racionalidade.

Era um basta que dava pra tanta cobrança de presença, de atenção, de cuidados, de detalhes. Era um basta nada gentil às grosserias que só as mães são capazes de suportar e perdoar quando os pedidos de por favor não resolvem. Quem nunca gritou com a mãe pela certeza de ser compreendido e ganhar colo e não uma palmada?

Não tenho certeza sobre o que é ser mãe de verdade. Cabe uma sabe de si. É receita única porque são combinações tão diferentes que a regra é a improbabilidade. Nem sempre é escolha gerar e parir, mas é escolha ser mãe boa, ruim, correta, louca, fria, amorosa, mãe-irmã-mais velha, mãe- tia, mãe que adota, mãe-vó, pãe, mãe que abre mão, que confia aos cuidados do pai, que coloca debaixo das asas, que entrega à liberdade.

Quem poderá nos julgar senão nós mesmas? Me julguei por estar descontrolada tentando controlar os filhos incontroláveis esta noite.  Mas foi só essa noite. Ou quem sabe amanhã tenha mais? Tomara que tenha menos erros, mais aconchego, como em outros dias bons porque não há divisão entre ser mãe, indivíduo, mulher, estudante, trabalhadora. Não há cerquinhas que separam o que somos antes deles e com eles.

Não há dia das mães ou dia dos filhos. Existem os dias. E no final de tudo, a respeito de cada expectativa, sonhos e ideias sobre educação, amor maternal, conceitos filosóficos e conversas fiadas, nada é mais gostoso que um cheirinho no cangote no meio da noite.

Palavras do dia:

maio4

amigo casa estrelas lua cruzeiro do sul

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