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	<title>Bloco de Notas</title>
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	<description>ou Blog da Golby</description>
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		<title>cheiro de caju</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Aug 2010 04:21:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>golby</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[- Decorei o teu bilhete, eu disse &#8211; nem sei como tive coragem, mas disse. Poderia explicar de maneira holística que uma força sobrenatural teria lançado minhas palavras rumo à imensidão de sentimentos que fluiam. A verdade é que estava com saudades. Só isso.
- Quer ouvir?, continuei, fecha os olhos e ouve o que você [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Decorei o teu bilhete, eu disse &#8211; nem sei como tive coragem, mas disse. Poderia explicar de maneira holística que uma força sobrenatural teria lançado minhas palavras rumo à imensidão de sentimentos que fluiam. A verdade é que estava com saudades. Só isso.</p>
<p>- Quer ouvir?, continuei, fecha os olhos e ouve o que você escreveu: &#8220;O presente mais lindo que recebi em toda a minha vida. Não sabia dessa minha paixão por flores. Obrigada por me fazer tão bem, tão feliz. Incrível essa tua facilidade pra me fazer sorrir, de felicidade mesmo&#8221;.<br />
- E você disse que tava retribuindo a alegria que eu te dou, ela disse.<br />
- Eu lembro. Nunca vou esquecer. Os astros dizem que entre nós há afinidade recíproca. Me parece uma coisa tão sólida como o&#8230;tempo.<br />
- E o que mais?<br />
- Nada mais, nem de menos, apenas o que é, o que seja.<br />
- Hum, senti um cheiro de caju&#8230;tá sentindo?<br />
- Tô, ele respondeu tocando levemente seus cabelos.</p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;</p>
<p>ô! amor de ritual sem sangue.<br />
Sem grito. Amor de transparência e membranas, condenado à ruptura<br />
(A estrutura da bolha de sabão<strong> </strong>- Lygia Fagundes Telles)</p>
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		<title>Asas</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Aug 2010 03:19:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>golby</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[Um anjo me salvou hoje. Sei quem pediu que viesse até mim. Resisti. Insistente, como os anjos sempre sabem ser,  ele avançou com suas asas, me segurou os braços, cercou meus caminhos impedindo que me lançasse no abismo. Nem eu sabia que me lançaria. Só descobri quando sã e salva, sorrindo à toa, a gargalhada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um anjo me salvou hoje. Sei quem pediu que viesse até mim. Resisti. Insistente, como os anjos sempre sabem ser,  ele avançou com suas asas, me segurou os braços, cercou meus caminhos impedindo que me lançasse no abismo. Nem eu sabia que me lançaria. Só descobri quando sã e salva, sorrindo à toa, a gargalhada fácil, mais que o choro que conti algumas horas antes, me parecia bem mais natural. Ah, como eu queria ter me lançado&#8230;ora acreditando que voaria em direção ao sopro suave do vento &#8211; pura ilusão, agora eu sei -, ora acreditando que me esperava o impacto da queda. Fui salva é o que importa. Tudo deu certo antes do final.</p>
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		<title>Caixinha de Pandora</title>
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		<pubDate>Sat, 01 May 2010 01:01:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>golby</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ontem quis morrer, morte súbita, sem susto. Seria assim um desmaiar da vida,  solene adeus do sol no fim da tarde.  Como se soubesse que logo ali, no alvorecer,  abriria mais uma vez a caixinha de Pandora e deixasse escapar de mim todos os males. E essa  frágil certeza explodiu em milhões de fragmentos/em luz [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="size-medium wp-image-358 alignleft" title="pandora" src="http://www.golbypullig.com/wp-content/uploads/2010/04/pandora1-218x300.jpg" alt="pandora" width="218" height="300" /></p>
<p>Ontem quis morrer, morte súbita, sem susto. Seria assim um desmaiar da vida,  solene adeus do sol no fim da tarde.  Como se soubesse que logo ali, no alvorecer,  abriria mais uma vez a caixinha de Pandora e deixasse escapar de mim todos os males. E essa  frágil certeza explodiu em milhões de fragmentos/em luz e cor/e desejei acordar antes do desejo de morrer.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>A loucura paciente das horas amáveis</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 14:28:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>golby</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Vamos logo porque o tempo não para
e não precisamos das poucas horas
que o relógio nos oferece com seu tic tac
para saber o que somos agora
O desejo corre por entre as minhas veias
pulsa dentro do meu peito e vira verbo
eu canto o medo do marujo pelas sereias
O amor é surdo, mudo, aleijado e cego
É sentimento que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-medium wp-image-351" title="00louco_color07" src="http://www.golbypullig.com/wp-content/uploads/2010/03/00louco_color07-189x300.jpg" alt="00louco_color07" width="189" height="300" /><br />
Vamos logo porque o tempo não para<br />
e não precisamos das poucas horas<br />
que o relógio nos oferece com seu tic tac<br />
para saber o que somos agora</p>
<p>O desejo corre por entre as minhas veias<br />
pulsa dentro do meu peito e vira verbo<br />
eu canto o medo do marujo pelas sereias<br />
O amor é surdo, mudo, aleijado e cego</p>
<p>É sentimento que corrompe a corrupção<br />
que nos revela o mais verdadeiro elo<br />
entre o pensar, o agir e a emoção<br />
É saber que o feio também se faz belo</p>
<p>Se faço poesia é porque sou louco<br />
não consigo criar prosas nem meias palavras<br />
brinco com significados de verdades rasas<br />
e às vezes sou tão profundo e tão pouco</p>
<p>* Texto de Adaildo Neto extraído do blog <a title="Excessos de dúvidas frequentes sobre o nada" href="http://adaildoneto.blogspot.com">Excessos de dúvidas frequentes sobre o nada</a></p>
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		<title>Texto morno</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Mar 2010 04:38:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>golby</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[Infelizmente não sei escrever. Nem posso garantir que minhas letrinhas miúdas possam um dia se juntar num texto bom, digno de orgulho materno. Vou por aí servindo palavras mornas, em textos mornos, cozidas ao bafo, sem sal pra não aumentar a pressão.
De onde vim não tenho saudade. Perdi o caminho de volta.
Enquanto isso vou manipulando palavras, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">Infelizmente não sei escrever. Nem posso garantir que minhas letrinhas miúdas possam um dia se juntar num texto bom, digno de orgulho materno. Vou por aí servindo palavras mornas, em textos mornos, cozidas ao bafo, sem sal pra não aumentar a pressão.</p>
<p align="center">De onde vim não tenho saudade. Perdi o caminho de volta.<br />
Enquanto isso vou manipulando palavras, entre quentes e frias, temperadas com o desassossego de sentir a alma virada ao avesso, estendida, secada ao sol da misericórdia divina e humana antes tentar encontrar Pasárgada.<br />
Melhor ficar com Lígia:</p>
<p align="center">- &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; - &#8211; -</p>
<p align="center"><span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"><em>(&#8230;) &#8220;Com a ponta da língua pude sentir a semente apontando<br />
sob a polpa. Varei-a. O sumo ácido inundou-me a boca. Cuspi<br />
a semente: assim  queria escrever, indo ao âmago do âmago<br />
até atingir a semente resguardada lá no fundo como um feto&#8221;.</em></span></p>
<p align="center"><span style="font-family: Verdana; font-size: x-small;"><em>(Verde lagarto amarelo)</em></span></p>
<p align="center"><img src="http://www.releituras.com/assinaturas/lygfatelle.gif" border="0" alt="" width="247" height="45" /></p>
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		<title>Perfil</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 04:03:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>golby</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Até gosto de prosa, até gosto de poesia,
até gosto de rosa, mas não muito que vicia.
Gosto de sonhar com casa amarela de janelas bem branquinhas,
com plantas subindo a parede e eu feliz na cozinha.
Gosto até de fazer doces e de correr pela estrada,
gosto de música baixinha e de sonhar acordada.
Até gosto de barulho, de risadas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote>
<p style="text-align: left;">Até gosto de prosa, até gosto de poesia,<br />
até gosto de rosa, mas não muito que vicia.<br />
Gosto de sonhar com casa amarela de janelas bem branquinhas,<br />
com plantas subindo a parede e eu feliz na cozinha.<br />
Gosto até de fazer doces e de correr pela estrada,<br />
gosto de música baixinha e de sonhar acordada.<br />
Até gosto de barulho, de risadas alucinadas,<br />
mas na hora de falar com Deus, ouço muito, falo nada.<br />
Gosto de ouvir conversa de criança,<br />
gosto até de conversa de verdade,<br />
de amigos, não aos milhares.<br />
Até gosto de falar de mim, de muita intimidade<br />
e com sinceridade digo: se quiser me conhecer presta atenção aos meus olhares.</p>
<p style="text-align: left;"><img class="aligncenter size-full wp-image-346" title="coleco04" src="http://www.golbypullig.com/wp-content/uploads/2010/02/coleco041.jpg" alt="coleco04" width="371" height="474" /></p>
</blockquote>
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		<title>Amor sem carnaval</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Feb 2010 13:08:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>golby</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[
Eu te deixei pra trás e o carnaval ainda nem havia chegado, lembra?
Uma semana antes olhava nos teus olhos. Na quarta-feira de cinzas, esmaeci.
Desapareci numa nódoa, como uma foto antiga borrada após a primeira gota de lágrima derramada ao acaso, sem dor.
Antes, poucos dias antes, no domingo anterior, ouvi promessas de amor eterno. A palavra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="aligncenter size-full wp-image-335" title="melozzo-da-forli-anjo-com-pandeiro" src="http://www.golbypullig.com/wp-content/uploads/2010/02/melozzo-da-forli-anjo-com-pandeiro1.jpg" alt="melozzo-da-forli-anjo-com-pandeiro" width="394" height="511" /><br />
Eu te deixei pra trás e o carnaval ainda nem havia chegado, lembra?<br />
Uma semana antes olhava nos teus olhos. Na quarta-feira de cinzas, esmaeci.<br />
Desapareci numa nódoa, como uma foto antiga borrada após a primeira gota de lágrima derramada ao acaso, sem dor.<br />
Antes, poucos dias antes, no domingo anterior, ouvi promessas de amor eterno. A palavra sempre destroi minhas esperanças de eternidade.<br />
E agora que te tenho de novo em meus braços, olho o calendário: lembro dos pandeiros, das cuícas, dos tamborins, dos corpos molhados e penso em como são frágeis os amores sem carnaval.</p>
<p>Imagem: <strong><em>Anjo Músico</em></strong>, 1480/Melozzo da Forli  (Itália 1438-1494)/Afresco/Museu do Vaticano</p>
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		<title>Poemeto do abraço</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Feb 2010 02:56:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>golby</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[Toma-me num abraço em que as tuas mãos façam-se em mil e percorram  meus vãos, meus cabelos e que me enlace tão completamente
que  quando eu me vir assim por ti enlaçado me sinta protegido, seguro,  amado e quente e que me faça lembrar de ti mesmo longe do meu lado quando  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Toma-me num abraço em que as tuas mãos façam-se em mil e percorram  meus vãos, meus cabelos e que me enlace tão completamente<br />
que  quando eu me vir assim por ti enlaçado me sinta protegido, seguro,  amado e quente e que me faça lembrar de ti mesmo longe do meu lado quando  faltarem as mãos que me fazem bem porque eu já não saberei viver  sem.</p>
<p><span style="font-weight: bold;"><br />
(retirado do blog  Poesias em dia de Francisco Libânio)<br />
</span></p>
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		<title>Antes que seja</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 12:59:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>golby</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[Sonho com esse encontro. O que dizer a ela que pareça inédito a mim mesma? Aquilo que já não haja dito, ou pensado, entre uma linha e outra, entre suas vírgulas e pontos &#8211; parada obrigatória pra respirar. Tão íntima. Íntimos seus transes, esses devaneios tão reais que transfiguram minha alma enquanto ela ali me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-medium wp-image-317" title="1256057215_lygia" src="http://www.golbypullig.com/wp-content/uploads/2010/02/1256057215_lygia-300x226.jpg" alt="1256057215_lygia" width="300" height="226" />Sonho com esse encontro. O que dizer a ela que pareça inédito a mim mesma? Aquilo que já não haja dito, ou pensado, entre uma linha e outra, entre suas vírgulas e pontos &#8211; parada obrigatória pra respirar. Tão íntima. Íntimos seus transes, esses devaneios tão reais que transfiguram minha alma enquanto ela ali me olhando, se atirando sobre a minha intimidade, me desnuda. Devolvo o olhar, eu à vontade, eu vestida de trapos pronta para ir dormir, ou acordar de um transe ou devaneio ao sorver essa maldade de desejar ser quem se é.<br />
O que se pode fazer quando se nada pode fazer? Venha Lygia Fagundes Telles antes que seja tarde. Ou cedo demais.</p>
<p><em><span style="color: #888888;">Foto: Lygia na década de 1950, imagem copiada do Portal Literal</span></em></p>
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		<title>Clube</title>
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		<pubDate>Sat, 06 Feb 2010 05:10:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>golby</dc:creator>
				<category><![CDATA[Textos diversos]]></category>

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		<description><![CDATA[Era quase uma brincadeira. Eram quatro, eram oito, doze, quinze, em pares, ímpares. Velhos conhecidos vivendo uma nova história. Velhas histórias revividas. Novidade entre os novos. À distância, pela rede virtual, estávamos tão perto, quase sussurrando aos ouvidos do outro e nos encontros as vozes eram quase gritos de alegria, pela chegada, pela partida, os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;">Era quase uma brincadeira. Eram quatro, eram oito, doze, quinze, em pares, ímpares. Velhos conhecidos vivendo uma nova história. Velhas histórias revividas. Novidade entre os novos. À distância, pela rede virtual, estávamos tão perto, quase sussurrando aos ouvidos do outro e nos encontros as vozes eram quase gritos de alegria, pela chegada, pela partida, os nomes citados na ausência, uma rede deliciosa em que se deixar o corpo e a alma jogados levemente balançando, ba-lan-çan-do. Suave brisa de amizade&#8230;ventos fortes das fortes personalidades, tão pessoais. Podia ser qualquer nome, ser de qualquer jeito, de qualquer forma, em qualquer lugar, a qualquer hora, com qualquer propósito. O clube. Onde está o clube que não aceita deserções? Afastamentos, sim, permite-se. Momentaneamente. Há que se entender o distanciamento para uma observação mais apurada. Democrático, o clube se transforma com integrantes que vem e vão, os agregados que se acon/chegam. Uns ficam. Outros&#8230;Uma regra é clara: se tem bigodes de foca, nariz de tamanduá e orelhas de camelo, não importa, porque se é amigo de fato a gente deixa como ele está. Será? Ou meu nariz de tamanduá só pode chegar até onde chega a sua orelha de camelo? E se teus bigodes de foca esbarrarem no seu nariz de tamanduá? Vou gostar, vais gostar, não vamos gostar, vamos brigar ou rir. Rir com com todas as letras: rir com k, rir com hua, rir com rs. Rir com todo o alfabeto, em todas as línguas. Ah, vamos lá, “vamos dando risada que a vida nos chama não dá pra chorar”. E vamos chorar de rir e depois rir do choro que veio.</p>
<p style="text-align: center;">Se é pra mudar, vire-se, mude-se, mudamos todos, mudamos juntos, permanecemos os mesmos, diferentes, como sempre, como nunca, citando autores, cantando em coro, levantando as taças, soluçando baixinho, colorindo a pele, declarando amores, entretendo as crianças, preparando os pratos, distribuindo abraços, abrindo o verbo, segurando o tempo para um não adeus. Um clube. Um brinde. Um brinde ao clube.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="size-full wp-image-307 aligncenter" title="nutricao-cervejas-314" src="http://www.golbypullig.com/wp-content/uploads/2010/02/nutricao-cervejas-314.jpg" alt="nutricao-cervejas-314" width="235" height="270" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><strong>Assista ao vídeo Tá rindo é ? de Ana Carolina com participação de Seu Jorge no Registro Multishow + Nove</strong></p>
<p style="text-align: center;"><strong><a href="http://www.youtube.com/watch?v=fHEmBSfPHdI">Tá rindo é?</a><br />
</strong></p>
<p style="text-align: center;">
]]></content:encoded>
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