Banquete
novembro6
Era uma vez uma página em branco que temia ser devorada. Quanto mais as letras se alinhavam no papel, mas a página em branco tinha medo de ser devorada. As letras seguiam e diziam nada cautelosamente, nada sutilmente: nós vamos te comer pedacinho por pedacinho até que você se entregue inteira pra nós. Arfando, ofegando, ela ficou em silêncio por algum tempo [ ]. O suficiente para decidir se entregar quando percebeu que à revelia, a beleza das letras devorando-a, não seria tão mais magnífico do que o espetáculo de entregar-se a si mesma. Eis-me aqui, disse ela. Sou tua, devora-me.
eu fiz uma analogia q se eu colocar aqui vai parecer podre da minha parte, portanto conversaremos pessoalmente. Mas lindo, soa muito bem para quem trabalha tanto com textos e as vezes se esquece do poder e importancia das palavras. beijos